quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
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Batalha de Aljubarrota
Um texto de 1918
Apresentamos aqui dois textos que nos permitem comparar a escrita do português no início do século XX (1918) com a escrita do português na actualidade. O texto original foi retirado do livro Charneca do Algar d'água de Mapone:
Os abaixo asignados propriatarios e moradores no logar do Reguengo do Fetal, constando-lhes que se pertende criar um sob-posto da guarda Naçional Republicana em S. Mamede, piqueno lugar com apenas quatro abitantes, não sendo portanto ali neçessario e achando que fica mais central nesta lucalidade, Reguengo do Fetal, lucalidade com mais de trazentos fogos podendo, ao mesmo tempo servir a ária de S. Mamede, vem por este meio pedir a V.Exª para que o sob-posto seja criado aqui no Reguengo do Fetal, como de toda a justiça.
E.R.J.
Reguengo do Fetal 1 de Novembro de 1918
Transcrição para português actual:
Os abaixo-assinados, proprietários e moradores no lugar de Reguengo do Fétal, constando-lhes que se pretende criar um sub-posto da Guarda Nacional Republicana em S. Mamede, pequeno lugar com apenas quatro habitantes, não sendo portanto ali necessário e achando que fica mais central nesta localidade, Reguengo do Fétal , localidade com mais de trezentos fogos, podendo ao mesmo tempo servir a área de S. Mamede, vêm, por este meio, pedir a Vossa Excelência para que o sub-posto seja criado aqui no Reguengo do Fétal, como é de toda a justiça.
E.R.J.
Reguengo do Fétal, 1 de Novembro de 1918
Alguns monumentos da Batalha
O Monumento ao Emigrante situa-se na Rotunda de D. Duarte, na vila da Batalha, e foi inaugurado a 14 de Agosto de 1997.
sábado, 30 de janeiro de 2010
D. Nuno Álvares Pereira
Nuno Álvares Pereira era um rapaz muito sonhador. Ele passava a maior parte do seu tempo a ouvir histórias e era muito bom a manusear a espada.
Um dia o seu pai disse-lhe que o levaria à corte do rei D. Fernando para ele aprender a ser um nobre cavaleiro como os que ele admirava.
Passados uns dias, o seu pai levou-o a Santarém, ao castelo de D. Fernando, para Nuno aprender a ser cavaleiro. Treinou muito e já cavalgava e manuseava a espada como ninguém. Como ele era um jovem alto e elegante, D. Leonor promoveu-o a seu escudeiro.
Ele tinha muito que aprender e foi entregue a um cavaleiro experiente, responsável pela sua formação militar, assim aprendeu tudo sobre as armas e sobre a guerra. Passou a ajudar o seu professor nos torneios e sentiu-se muito orgulhoso.
Um dia o seu mestre chamou-o para junto dele, pois quis que Nuno lutasse a seu lado.
Entretanto o rei D. Fernando adoeceu e D. Beatriz, sua filha, tomou o comando do reino. Mas havia um problema: ela era casada com o rei de Castela e se se tornasse rainha, Portugal passaria a pertencer à Espanha. Porém, o povo e a burguesia não deixaram e aclamaram como rei D. João, Mestre de Avis.
D. João enviou Nuno para o Alentejo, porque precisava lá de um chefe militar. Nuno partiu com 200 cavaleiros, contudo, quando chegou, verificou que o exército espanhol era muito maior. Os cavaleiros ficaram muito preocupados, mas ganharam a batalha. Quando regressaram junto do rei, foi atribuído o título de Condestável do Reino a Nuno Álvares Pereira.
Após esta batalha, as tropas portuguesas partiram para Tomar e, a 12 de Agosto de 1385, refugiaram-se nos campos de Aljubarrota à espera do exército castelhano que avançava sobre Lisboa.
Os portugueses utilizaram um campo inclinado, porque os cavalos espanhóis não estavam habituados a este relevo. Fizeram buracos na terra e usaram a técnica do quadrado. E, assim, ganharam a conhecida Batalha de Aljubarrota, não pela força, mas pela inteligência.
Nuno Álvares Pereira foi um homem de armas e guerras e foi também um homem bom. Depois de muitas lutas contra os inimigos, decidiu mudar de vida e fundou o Convento do Carmo, em Lisboa,tornando-se frade e ajudando os mais pobres, velhinhos e doentes. Ficou conhecido por Santo Condestável.
