quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Visita virtual

Deixamos a todos um convite para visitarem virtualmente o nosso Mosteiro da Batalha. Basta clicar

Batalha de Aljubarrota

A Batalha de Aljubarrota teve lugar no campo de S. Jorge, no final da tarde do dia 14 de Agosto de 1385.
Nessa altura, D. João I era o rei de Portugal. O nosso exército, comandado por D. Nuno Álvares Pereira, tinha 6500 homens dos quais 800 besteiros, 4000 peões e 2700 lanceiros. D. Juan I de Castela tinha 31000 homens.
O ataque iniciou-se com uma carga de cavalaria, de forma a romper a linha da infantaria adversária. Porém, as linhas defensivas não deixaram atacar. Como a largura do campo de batalha era pequena, dificultava a manobra da cavalaria. As paliçadas e a chuva de setas lançada pelos besteiros do exército português fizeram com que a cavalaria castelhana se desorganizasse e ficasse confusa. O exército castelhano entretanto voltou a organizar-se e atacou de novo. Ao avançarem foram obrigados a apertar-se de modo a caberem no espaço situado entre os ribeiros. E, novamente, se desorganizaram. Os portugueses recolocaram, então as suas forças, dividindo a frente do exército de D.Nuno em dois sectores. Os castelhanos não puderam fazer nada, senão morrer.
Ao pôr-do-sol, Castela perdeu a batalha. A cavalaria portuguesa perseguiu os fugitivos. Alguns deles procuraram esconder-se nas redondezas, mas acabaram por ser mortos às mãos do povo. Foi assim que surgiu uma lenda portuguesa: uma mulher, do seu nome Brites de Almeida, recordada como a Padeira de Aljubarrota, matou pelas suas próprias mãos alguns castelhanos em fuga.

Um texto de 1918

Apresentamos aqui dois textos que nos permitem comparar a escrita do português no início do século XX (1918) com a escrita do português na actualidade. O texto original foi retirado do livro Charneca do Algar d'água de Mapone:

Os abaixo asignados propriatarios e moradores no logar do Reguengo do Fetal, constando-lhes que se pertende criar um sob-posto da guarda Naçional Republicana em S. Mamede, piqueno lugar com apenas quatro abitantes, não sendo portanto ali neçessario e achando que fica mais central nesta lucalidade, Reguengo do Fetal, lucalidade com mais de trazentos fogos podendo, ao mesmo tempo servir a ária de S. Mamede, vem por este meio pedir a V.Exª para que o sob-posto seja criado aqui no Reguengo do Fetal, como de toda a justiça.

E.R.J.

Reguengo do Fetal 1 de Novembro de 1918


Transcrição para português actual:


Os abaixo-assinados, proprietários e moradores no lugar de Reguengo do Fétal, constando-lhes que se pretende criar um sub-posto da Guarda Nacional Republicana em S. Mamede, pequeno lugar com apenas quatro habitantes, não sendo portanto ali necessário e achando que fica mais central nesta localidade, Reguengo do Fétal , localidade com mais de trezentos fogos, podendo ao mesmo tempo servir a área de S. Mamede, vêm, por este meio, pedir a Vossa Excelência para que o sub-posto seja criado aqui no Reguengo do Fétal, como é de toda a justiça.

E.R.J.

Reguengo do Fétal, 1 de Novembro de 1918



Alguns monumentos da Batalha

MONUMENTO AO EMIGRANTE
O Monumento ao Emigrante situa-se na Rotunda de D. Duarte, na vila da Batalha, e foi inaugurado a 14 de Agosto de 1997.

FAROL EUROPEU
O Farol Europeu localiza-se no largo Comendador Pedro Monteiro Pereira de Queirós, na vila da Batalha, e foi inaugurado a 1 de Janeiro de 1993.

PELOURINHO
O Pelourinho da vila da Batalha foi demolido nos anos 60 do século XIX, tendo sido reconstruído, mais tarde, a partir de desenhos antigos. Foi inaugurado a 18 de Março de 2000. Situa-se na rua D. Filipa de Lencastre.

IGREJA DO MOSTEIRO
A primeira parte do Mosteiro a ser construída foi a Igreja. Pensa-se ter sido começada em 1388 e acabada em 1426.
A sua cabeceira é constituída por cinco capelas poligonais, sendo a capela central mais alta e profunda do que as quatro laterais, as quais têm todas a mesma altura e profundidade.

sábado, 30 de janeiro de 2010

D. Nuno Álvares Pereira

Nuno Álvares Pereira era um rapaz muito sonhador. Ele passava a maior parte do seu tempo a ouvir histórias e era muito bom a manusear a espada.

Um dia o seu pai disse-lhe que o levaria à corte do rei D. Fernando para ele aprender a ser um nobre cavaleiro como os que ele admirava.

Passados uns dias, o seu pai levou-o a Santarém, ao castelo de D. Fernando, para Nuno aprender a ser cavaleiro. Treinou muito e já cavalgava e manuseava a espada como ninguém. Como ele era um jovem alto e elegante, D. Leonor promoveu-o a seu escudeiro.

Ele tinha muito que aprender e foi entregue a um cavaleiro experiente, responsável pela sua formação militar, assim aprendeu tudo sobre as armas e sobre a guerra. Passou a ajudar o seu professor nos torneios e sentiu-se muito orgulhoso.

Um dia o seu mestre chamou-o para junto dele, pois quis que Nuno lutasse a seu lado.

Entretanto o rei D. Fernando adoeceu e D. Beatriz, sua filha, tomou o comando do reino. Mas havia um problema: ela era casada com o rei de Castela e se se tornasse rainha, Portugal passaria a pertencer à Espanha. Porém, o povo e a burguesia não deixaram e aclamaram como rei D. João, Mestre de Avis.

D. João enviou Nuno para o Alentejo, porque precisava lá de um chefe militar. Nuno partiu com 200 cavaleiros, contudo, quando chegou, verificou que o exército espanhol era muito maior. Os cavaleiros ficaram muito preocupados, mas ganharam a batalha. Quando regressaram junto do rei, foi atribuído o título de Condestável do Reino a Nuno Álvares Pereira.

Após esta batalha, as tropas portuguesas partiram para Tomar e, a 12 de Agosto de 1385, refugiaram-se nos campos de Aljubarrota à espera do exército castelhano que avançava sobre Lisboa.

Os portugueses utilizaram um campo inclinado, porque os cavalos espanhóis não estavam habituados a este relevo. Fizeram buracos na terra e usaram a técnica do quadrado. E, assim, ganharam a conhecida Batalha de Aljubarrota, não pela força, mas pela inteligência.

Nuno Álvares Pereira foi um homem de armas e guerras e foi também um homem bom. Depois de muitas lutas contra os inimigos, decidiu mudar de vida e fundou o Convento do Carmo, em Lisboa,tornando-se frade e ajudando os mais pobres, velhinhos e doentes. Ficou conhecido por Santo Condestável.

A cegonha

Nós, o Eudomar e o Dénis, do grupo D.A.S., fomos ao Mosteiro da Batalha tentar descobrir onde se encontra o desenho de uma cegonha, da qual já tínhamos falado com o Dr.Pedro Redol. Fizemos perguntas a este historiador sobre a misteriosa cegonha.
De seguida vimos um belo desenho desta ave numa parede do Claustro de D. Afonso V.
Está descoberto o mistério!